O ÚLTIMO DESEJO… O ABRAÇO DE PERDÃO!

o-ultimo-desejo-o-abraco-de-perdaoCertamente, você já ouviu o conhecido provérbio popular: “Errar é humano, perdoar é divino”! Este é, sem dúvida, um belo pensamento; mas, quão difícil é colocá-lo em prática em nosso dia-a-dia.

Perdoar é difícil porque, antes de tudo, o perdão envolve o sacrifício de alguma coisa. Em geral, estamos mais acostumados com falsas ideias sobre o perdão do que com o seu real significado.

Na linguagem do dia-a-dia, apelar pelo perdão pode ser apenas uma forma delicada de se pedir um favor; quando, por exemplo, falamos a alguém: “Perdão, você poderia, por favor, dizer-me as horas?”

Na melhor das hipóteses, julgamos que perdoar seja apenas o ato de desculpar ou relevar uma ação desagradável com a intenção de suavizar as consequências. O ato de perdoar, entretanto, não significa levar o ofensor a imaginar que seu ato não teve importância.

A Fonte do Perdão

Perdoar exige o pagamento de um preço, não da parte de quem é perdoado, mas de quem perdoa. Quase sempre relacionamos este pagamento com desprendimento, abnegação, desinteresse ou outra virtude.

Mas, sem dúvida, o perdão se baseia naquela qualidade de amor que os gregos chamavam de ágape, o amor na sua forma mais sublime, mais nobre, que derruba barreiras e desconhece limites.

Amor esse, que leva alguém a amar mesmo os próprios inimigos e que tem em Deus sua fonte e maior exemplo. Com efeito, foi Deus quem pagou o maior preço para que pudesse perdoar – o sacrifício de Seu próprio Filho – mesmo que contra Deus tivesse sido cometida a mais alta ofensa: o nosso pecado. Daí ser muito próprio afirmar que “perdoar é divino”. Quando perdoamos, copiamos a Deus em Seu espírito de amor e sacrifício.

Perdoar é uma característica daqueles que foram perdoados, pois Deus é a origem do verdadeiro perdão e nós o possuiremos apenas se Ele o implantar em nós. Isto significa que o perdão de Deus nos transformará à Sua imagem, concedendo-nos o Seu espírito perdoador.

Como isto é possível? Quando apreciamos o perdão de Deus e o que ele significa para nós, e do que ele pode fazer por nós. Assim, poderemos dizer ao nosso ofensor: “Eu te perdoo como Deus me perdoou”, e a Deus: “Perdoa-me como eu tenho perdoado”, pois este é o plano de Deus para nós, conforme explicou Jesus Cristo: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

Mas, o que o ato de perdoar envolve?

Em primeiro lugar, clara compreensão e experiência pessoal do perdão divino. Receber o perdão humano é bom; mas, ainda que alguém não nos perdoe, precisamos desenvolver uma disposição de perdoar.

Nossa capacidade perdoadora é fruto da operação divina em nós. “Deus perdoa os que têm cometido muitos pecados, embora não mereçam esse perdão” (Romanos 5:16, A Bíblia Na Linguagem de Hoje).

Segundo: compreender que para perdoar necessitamos nos amar primeiramente. Quem não se aceita, quem não gosta de seu corpo, sua voz, sua vida, como poderá saber o que é amar aos outros? Quem a si mesmo não perdoa, como poderá perdoar os outros?

Terceiro: entender que é mais difícil perdoar alguém íntimo.

Perdoar um amigo pode, às vezes, parecer mais difícil que perdoar um inimigo, possivelmente pelo desapontamento de termos sido ofendidos por alguém de quem jamais esperávamos qualquer ofensa.

Este fato requer amadurecimento e controle emocionais suficientes para não nos deixarmos levar por um ressentimento doentio que destruirá, pela falta de perdão, um relacionamento amistoso e cristão.

Significados & Implicações

Em quarto lugar, uma correta interpretação do que significa esquecer. Sempre ouvimos dizer: “Quem perdoa, esquece”, e isto é verdade. Mas esquecer não significa apagar da memória. É possível que uma ofensa nos fira de tal modo que jamais a esqueçamos literalmente. A fórmula “perdoar e esquecer” é um exercício emocional que nos capacita a tirar o rancor e o desejo de vingança.

Finalmente, devemos lembrar que ao perdoar nos livramos de alimentar a amargura e a revolta, porque estas acabariam por prejudicar-nos. É impossível estar “de mal” com alguém e em paz consigo mesmo. A vingança é um caminho curto para uma consciência pesada. Com muita justiça afirmou Lacordaire: “Queres ser feliz por um momento? Vinga-te. Queres ser feliz para sempre? Perdoa”.

Se você acha que perdoar é importantíssimo, e deseja sempre possuir um espírito de perdão, apreciará, sem dúvida, as seguintes considerações:

1. Perdoe antes que lhe peçam perdão. Determine que aquele que o ofendeu está perdoado. Esteja a pessoa disposta a solicitar perdão ou não. A iniciativa deve partir de você. Isso impedirá que o rancor o domine.

2. Não censure o ofensor com frases do tipo: “Desta vez passa, mas da próxima…” É desnecessário humilhar quem já se humilhou ao buscar perdão.

3. Igualmente, evite pregar um sermão ao ofensor. Mesmo a crítica construtiva pode ser inconveniente na hora de perdoar. O perdão deve ser seguido por expressões de simpatia.

4. Não refreie seus impulsos de amizade. Procure ser o mesmo amigo de antes. Provavelmente, você terá que tomar a iniciativa, quebrando o gelo, puxando conversa, etc. Lembre-se que a aproximação é mais difícil para quem ofendeu do que para quem foi ofendido.

5. Ore por aquele que você perdoou, e também por você mesmo, para que seu perdão seja genuíno e durável; tendo sempre em mente que é preciso recomeçar nos alicerces para reconstruir um relacionamento sadio. Não tente tirar proveito da situação. Não faça chantagem. Isso desmoraliza o ato de perdoar.

6. Procure tirar uma lição do ocorrido. Há sempre o que aprender de uma situação desagradável. Jamais esqueça que você poderá ter contribuído para que alguém o ofendesse.

7. Não faça a ninguém o que você não gostaria que lhe fizessem. Imagine-se no lugar e circunstâncias alheias. Pedir perdão pode demonstrar humildade, mas perdoar demonstra amor.

Quem não perdoa é prisioneiro de si mesmo. Deus quer capacitá-lo a ser perdoador. Se você tem esta dificuldade, aproxime-se de Jesus, Ele é o único capaz de ensiná-lo a perdoar.

Digo-o, por experiência pessoal, pois aprendi com Ele a ser perdoador . Dizem que o último desejo de um condenado à morte é respeitado. Olhe para a cruz do calvário e veja Aquele que foi condenado por nossos pecados.

Ouça Sua voz a clamar o último pedido: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34) e receba a força para tão grande virtude.

Que Deus o abençoe!

Roberto Passos

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Nasceu em São Paulo, na cidade de Barueri. Atualmente reside na cidade de Cotia, próximo da Grande São Paulo. Destacou-se com a qualidade de diversos trabalhos na internet por seu profissionalismo e dedicação. Adventista de berço, colabora significativamente em projetos missionários da sua área de atuação.

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